A inquietude da consciêcia por vezes causa-nos remorsos. Quando pensamos no que fizemos ou no que deveríamos ter feito ficamos perplexos com a quantidade de ideias que nos surgem. Contudo, porque é que as ideias só nos aparecem depois do momento de ação em que deveriam ter ocorrido? Penso que a explicação é que talvez o momento não fosse aquele, ou talvez fosse, mas não existia preparãção para o momento exato.
Existem vários momentos para que estamos preparados, mas para outros é impossível haver um planeamento. São esses os momentos que quero abordar neste tema. O planeamento do futuro pode ser algo problemático ao sonho do querer ser e do querer ter. O destino pode ser diferente daquilo que pretendiamos, mas não nos podemos basear nisso. Cada um deve acreditar no que acha melhor para si mesmo, logo, o destino pode ser utópico.
Não existe melhor descrição de um momento do que a verdade do que realmente se passou. Mesmo querendo embelezar uma ação, não nos podemos equivocar que essa ação pode ser falsa e nunca será real. As ações irreias servem para nos tornar em mais do que na relidade somos. São uma ajuda à construção da identidade pretendida, mas não alcançada.
Os momentos que mais desejamos são aqueles que menos ocorrem como deveriam. Nunca nada parece surgir como pretendido. Tudo acontece sem uma razão aparente aos nossos olhos. O momento ideal é o que não pensamos, mas que ocorre quando menos o esperamos. É a altura em que tomamos consciência de que aquilo que realmente queremos é uma falácia do pensamento. O estar errado quanto a algo é normal, mas o querer modificar o que não está certo por um pequeno capricho já não o é. Tudo tem que acontecer numa cadeia de eventos inexplicáveis. Isso sim é viver o momento!